
Gerson vive! Nos dias de hoje, está cada vez mais difícil buscar-se um ponto de equilíbrio, de onde se possa ver a vida com os olhos que se deseja. Vemos – a cada dia mais – os cenários que nos são colocados à frente por outrem. Onde foi parar o livre arbítrio? E o direito sagrado de merecer e receber? Deixamos de ser puros a partir do momento em que nascemos, diz a filosofia nada barata. Mas alguns conseguem, enfrentando a correnteza, seguir mantendo um mínimo de idealismo nos planos e projetos nos quais se empenham. Estes, geralmente, têm que subir pela escadaria. Aí, vem a onda. Melhor dizendo, o maremoto da falta de ética, do descompromisso com o conjunto, dos interesses pessoais colocados acima das equipes – ou da comunidade. O ego fala alto. Grita, para melhor ser ouvido. E lamentavelmente, se faz ouvir acima das vozes do bem. Tem sido assim, nos últimos anos, com políticos, empresários do capital selvagem, profissionais carreiristas, chefes protecionistas, líderes desonestos. E até com gente comum. Em termos, porque “comum” seria, no sentido estrito da palavra, coletivo. Mas eis que o individualismo fala mais alto. Grita, em coro com o ego. E hajam armas para dar-lhe voz. Usa-se desde a influência política, as chantagens, as simpatias pessoais, a sedução. Lança-se mão de tudo o quanto está disponível no “mercado negro” das corporações para chegar ao topo. Atropelam-se familiares, amigos, colegas de trabalho, aliados. E aí, quem tenta manter-se na linha, às vezes sequer escuta o apito do trem lhes roçando as costas. Sim, porque interesses mesquinhos e excusos geralmente são negociados às costas. Fossem feitos frente à frente, diz a lenda, os bons triunfariam. Infelizmente, é lenda...
Escrito por Sérgio Montenegro às 02h52
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Resist (Lee/Lifeson/Peart - Rush) I can learn to resist Anything but temptation I can learn to coexist With anything but pain
I can learn to compromise Anything but my desires I can learn to get along With all the things I can't explain
I can learn to resist Anything but frustration I can learn to persist With anything but aiming low
I can learn to close my eyes To anything but injustice I can learn to get along With all the things I don't know
You can surrender Without a prayer But never really pray Pray without surrender You can fight Fight without ever winning But never ever win Win without a fight
Escrito por Sérgio Montenegro às 02h49
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Bossa Humana De que são feitas as pessoas? Por que não são todas iguais, niveladas por cima? Às vezes me vejo fazendo comparações estranhas. Penso, por exemplo, na música – sempre ela! – composta, na base, por apenas sete notas. Sons completamente distintos que, tocados um após o outro, se percebem únicos. Todavia, quando as unimos em uma só peça, as notas deixam de ser apenas notas. Tornam-se acordes. Se tocadas numa sequência lógica, formam escalas. Maiores, menores, cromáticas, pentatônicas, exóticas, diminutas, blues... São tantas! Assim, pois, vejo as pessoas. Isoladas, sozinhas, são exclusivas. Emitem o seu próprio som, e nos revelam suas particularidades. Mas, coloquemo-nas juntas. Formam um caleidoscópio brutal. Nem sempre harmônico. Aliás, quase nunca. Mas sempre sensível e interessante de ouvir. Se as pessoas funcionam assim? Nem sempre. Às vezes sim, por um tempo, após o que, se desgastam. Assim é com a maioria. Ressalvemos os casos mais raros, nos quais a união de pessoas soa como as notas musicais: eternas. Quem não já desejou que assim fosse? Longe das distorções, das dissonâncias. Afinados! Mas só a música, meu caro, tem que soar dessa forma sempre. As pessoas, não. Acordes perfeitos são raros entre elas. A maioria desafina. Nem que seja de forma discreta e quase imperceptível, ali quase sempre tem uma nota atravessada. A isso, na música, deram o nome de Bossa Nova. Na vida, porém, há muito, muito mais tempo, alguém decidiu dar a tais “notas”, atravessadas e confusas, um outro nome: Humanidade.
Escrito por Sérgio Montenegro às 01h57
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Up the irons! E o ingresso tá na mão, literalmente, desde segunda-feira. I'm an Iron V.I.P.!
Escrito por Sérgio Montenegro às 19h02
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Pequeno grande irmão
"Meu Deus! Tudo é tão falso, tão infernalmente estúpido e errado!"
Harry Haller, o Lobo da Estepe
Cabeça vazia é oficina do satanás! Ouvia isso de gente saudosa, que nem está mais por aqui. Ou está, mas agora em outros links, por assim dizer...
O fato é que não é possível negar as voltas que o mundo dá, num crescente cíclico que termina, quase via de regra, retornando ao ponto de origem. É como aquele exemplo das saias das moças, que de início, longas, cobriam os pés, mas com o passar dos anos escalaram as canelas, depois descobriram os joelhos, subiram às coxas, até chegar à mini-saia. E daí voltaram ao cumprimento original, para reiniciar o ciclo.
Um novo ano entra e as televisões retornam a dar picos de audiência com mais um BBB. Como se traduz isso? "Besteiras, Babaquices e Banalidades"? Difícil engolir essa nona (nove anos, vejam bem) edição do programa global mais assistido - e lucrativo - dos últimos tempos. Difícil para mim, claro (por que claro?).
Constato isso a cada tentativa que faço de chamar alguém ao telefone, contratar algum serviço ou mesmo comer descansado em um restaurante onde a tevê não esteja ligada por volta das 21 horas. Num desses, o garçom me atendia de cara feia a cada vez que eu o chamava, tirando-o do transe televisivo. Sinto-me um alienígena nesses momentos.
Embora compreenda a busca crescente das pessoas por um unguento para as feridas do cotidiano, uma anestesia para mentes cansadas da dureza e da rotina, recuso-me a concordar que a saída seja massificar a banalidade.
O Big Brother Brasil é muito mais que um simples Grande Irmão. Estou certo que o velho George Orwell revira-se no túmulo a cada sorriso amarelo do apresentador global do programa, que um dia chegou a ser apontado como brilhante repórter nas funções de correspondente estrangeiro. Hoje, está reduzido a animador de auditório. Regiamente pago, diga-se.
Mas como diria a velha diva, eis que tergiverso.
No início do texto citei um personagem do irretocável Herman Hesse. Assim como Harry Haller, sinto o gosto amargo que os dias de hoje provocam em questões profundas, como a política corrupta, a conduta anti-ética dos empresários em geral, as guerras. Da mesma forma como sinto a tristeza do referido personagem diante do palavreado vão e inculto, da forma superficial como se educa, como se lê, e mesmo como se pensa.
Vivemos um mundo demasiado simplório, que se contenta com pouco. Com balbúrdia em lugar da música, prazeres momentâneos em lugar da verdadeira felicidade, exploração em lugar do trabalho honesto, joguetes em lugar da paixão, dinheiro em lugar da alma.
Gente que ainda crê em valores sólidos não tem mais vez nesse mundo, sentencia um nem por isso conservador Harry Haller, socando o próprio estômago no bom estilo Tolstói.
É o pessimismo diante do "progresso" da sociedade sendo descrito por Hesse muitos anos antes da apurada definição sobre a "Vida líquida", de Zygmunt Bauman. Ou da "Sociedade do espetáculo", de Guy Debord. Ou ainda dos "Apocalípticos e integrados", de Umberto Eco.
Todos eles, à sua maneira, atreveram-se a contestar a perversão da vida moderna, que prefere a imagem e a representação ao realismo concreto e natural; a aparência ao ser; a ilusão à realidade; a imobilidade à atividade de pensar e reagir com dinamismo.
Humildemente, a mim parece faltar apenas reflexão. Ninguém mais tem tempo para pensar. Vai consumindo, de boca aberta, o que vem mais fácil. E aos que resistem, seu destino é o "lixo líquido" de Bauman. Nada mais que o isolamento interior.
Ainda que, para a maioria destes - espero - reste, no mínimo, a esperança dos "ciclos". Que um dia voltemos ao ponto de partida.
Escrito por Sérgio Montenegro às 03h15
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Lições de um mundo novo
Pobreza, guerras, doenças, inquietações, egoísmo, desavenças, desrespeito, loucura, raiva, raiva, raiva...
Esse parece ser o mundo que se desenrola à nossa frente nos dias de hoje. Mas não precisa - e nem deve - ser assim.
Tudo o que temos a fazer é pensar positivo, trazer a paz para dentro de nós. Parece coisa de religião, mas está longe disso. É simples energia positiva. Boas vibrações, das quais esse mesmo mundo anda tão carente, com tanta gente pensando e vivendo apenas em torno de si mesma.
Só tenho a agradecer por este ano de 2008 que se vai. Muitas, inúmeras lições, pude tirar de tudo o que vi, senti e vivi. Agradeço a cada pessoa que passou na minha vida, a cada uma que ficou. E a cada momento que experimentei ao longo do ano.
De tudo, colhi o melhor. Hoje sei. E pus em prática. Às vezes, meio aos trancos e barrancos. Mas fiz!
Em troca, recebi energias que jamais pensei existirem. Energias puras, de renovação, de bom humor, de leveza, de fé. E, sobretudo, de Amor. Mundo novo, cenários novos, vibrações novas, gente nova!
Fiz de 2008 uma estrada - e como gosto cada vez mais dessa palavra - de aprendizado. Transformei as marcas de rancor, de mágoa e dor em luzes que indicaram o caminho a seguir. E é por ele que pretendo trilhar 2009 e cada ano a mais que me for permitido viver.
Viver leve e intensamente. Em paz!
Namastê!
Escrito por Sérgio Montenegro às 20h46
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É hoje!
O rock'n'roll clássico da nova Os Implicantes
Rock and roll na forma mais clássica. É a proposta de Os Implicantes, banda que faz sua estréia hoje, quinta-feira, 18 de dezembro de 2008, no bar Quintal do Lima, a partir das 22h.
O grupo é formado por três ex-integrantes da Lady Murphy: Marcos Toledo (voz), Sérgio Montenegro (baixo) e Ricardo Novelilno (guitarra), que se uniram ao guitarrista Marcelo Demo (Four Pigs, Bluestamontes, The Dodge Band) e ao baterista João Eduardo (Má Companhia, Rollimãs), e montaram um repertório de hard-rock recheado de clássicos com covers que receberam um toque pessoal da banda.
Fazem parte da set list de Os Implicantes hits de The Rolling stones, The Beatles, Deep Purple, The Black Crowes, Kiss, AC/DC, Guns 'n Roses, entre outros.
No show desta quinta-feira, Os Implicantes prestam ainda uma homenagem ao punk, que em 2008 completou 30 anos. No tributo rolam clássicos de Ramones, The Clash e Sex Pistols.
Serviço
Show da banda Os Implicantes
Bar Quintal do Lima (Rua do Capitão Lima, 100, Santo Amaro, Recife-PE. Fone: 81-32216552).
Horário: 22h
Couvert: R$ 5
Escrito por Sérgio Montenegro às 11h51
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OS IMPLICANTES
Estréia, dia 18/12, às 22h, no bar Quintal do Lima
Abertura: Four Pigs
Escrito por Sérgio Montenegro às 16h54
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Holy Jack!
"Qual é a sua estrada, homem? - a estrada do místico, a estrada do louco, a estrada do arco-íris, a estrada dos peixes, qualquer estrada... Há sempre uma estrada em qualquer lugar, para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Como, onde, por quê?"
J.K. in On the road
Escrito por Sérgio Montenegro às 19h58
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Sonoridade
A música é eterna. Perpétua. Nunca pára.
E eu pergunto: o que faz soar música entre duas pessoas, sem que um som sequer seja percebido por mais ninguém? Ambos precisam, apenas, estar afinados, prontos para ouvi-la.
Assim, então, atentos, percebe-se quando escutam. Simplesmente porque sorriem.
A música transporta, arrebata, enebria e clareia os sentidos. Leva pra cima, nunca pra baixo. E transportados por ela, conhecemos universos, galáxias, constelações. Vistas através das cores de um arco-íris, embalado pelo vento da manhã que surpreende.
Em alto e bom som, ou simplesmente sussurrada, a música renova. E renova-se. Aproxima quem está longe. Leva embora o que não queremos por perto. Espanta os fantasmas. Ajusta. Encaixa, apenas com toques sutis das pontas dos dedos.
A música vem do palco, ou de dentro. E então é ouvida em segredo. Em algumas ocasiões, carece de mais detalhes. De maiores explicações.
Em outras, não.
Tanto faz. Apenas que seja bom, e livre.
Porque a música liberta.
Diz tudo!
* Post publicado em 22/07/08
Escrito por Sérgio Montenegro às 19h48
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Maiden, here!
É oficial: a donzela de ferro no Recife no dia 18 de março de 2009.
É isso aí! Depois de 33 anos de carreira, e pelo menos três passagens pelo sul-maravilha – a primeira delas, testemunhada pelo blogueiro, em 1985, no Rock in Rio 1 –, o IRON MAIDEN volta ao Brasil para concluir a última perna da turnê Somewhere Back in Time, aqui, no Recife.
Soube da notícia em primeira mão, por um eufórico colega que vai comandar a produção do backstage. Ainda assim, fui tirar a dúvida: pelo telefone, ainda mais eufórico, o empresário Lulinha Vieira, da Raio Lazer, que há anos tenta trazer o Maiden, era só sorrisos: “Acabei de assinar o contrato, cara! É de verdade!”, garantiu.
Será basicamente o mesmo show que os caras fizeram no ano passado em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Quem viu, não esqueceu. Traz tudo da banda, desde o primeiro disco, Iron Maiden, passando pelos clássicos Number os the beast, Powerslave e Somewhere in time, até as mais novas do A matter of life and death.
Além do Recife, o Maiden vai passar por Manaus, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Por aqui, a única apresentação no Nordeste, deve atrair caravanas de fãs de todos os Estados da região. "Será a primeira vez que a banda se apresentará na bela cidade litorânea de Recife, na capital Brasília e em Manaus, cidade situada no coração da Floresta Amazônica, além de retornar ao Rio de Janeiro após um período de 6 anos", diz o comunicado oficial do grupo.
De acordo com o produtor, falta apenas definir em qual estádio o show será realizado. Segundo Lulinha, a preferência é pela Ilha do Retiro. Que certamente ficará lotada.
Leia mais no http://ironmaidenbrasil.com/site/
Escrito por Sérgio Montenegro às 13h02
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Branco, sonoro e quarentão
“I look at the world and i notice it's turning While my guitar gently weeps With every mistake we must surely be learning Still my guitar gently weeps…” (G. Harrison)
“When I get to the bottom I go back to the top of the slide, where I stop and turn and I go for a ride…”. A abertura de Helter Skelter resume bem as quatro longas décadas completadas no dia 22 deste mês de novembro pelo White Álbum – ou simplesmente, The Beatles.
Irretocável é uma das muitas palavras que bem definem esse maravilhoso disco duplo, gravado logo após o Sgt. Pepper’s, com 30 faixas que dizem absolutamente tudo sobre o quarteto fantástico. Elas inspiraram muita gente a olhar com mais atenção para o rock and roll como um trabalho profundo e delicado.
O White Álbum é um verdadeiro resumo antecipado da carreira da banda, dissolvida um ano depois, em dezembro de 1969. Traz um pouco de tudo dos Beatles, resgatando desde o rockabilly do “primeirão” Please, please me (1963) até uma antecipação meio profética do que seriam o Abbey Road (1969) e o Let it be (1970), últimos discos da banda.
O White Album é pura alma. Foi concebido no período da carreira dos Beatles denominado por eles mesmos como “estúdio e espiritualidade”. A maioria das canções foram compostas durante sessões de meditação transcendental em Rishikesh, na Índia, com o guru da banda, Maharishi Mahesh. Após esse período, somente George Harrison se manteve ligado ao budismo.
E é de Harrison, na minha opinião, a melhor faixa do disco: While my guitar gently weeps, com a participação do grande amigo do beatle, Eric Clapton, que se encarregou dos solos de guitarra. Linda, visceral, com uma letra que resume de forma lírica e realista o que é ter quarenta anos de idade.
Ouça!
Se é inegável o talento de Paul e John, ainda mais inegável é a genialidade de George.
Mas tem bem mais no White Album. Da pesadíssima Helter Skelter – escrita por Paul para ser “a música mais barulhenta” já gravada por eles – à suave e delicada Dear Prudence, feita por John para homenagear Prudence, irmã da atriz Mia Farrow, que acompanhava a banda na Índia.
Há Don’t pass me by, uma das duas únicas músicas compostas pelo baterista Ringo Starr (a outra é Octopuss’ Garden, gravada no disco Abbey Road).
Tem ainda a lindíssima Blackbird, de Paul, e a gótica Yer Blues, de John, única música executada em conjunto pelos “rivais” Beatles e Rolling Stones, em um show ao vivo, no Rock and Roll Circus, de 1968.
Teria muito mais a dizer sobre esse grande disco. Mas, por uma dessas maravilhosas coincidências da vida, não bastasse ter a mesma idade que eu, foi meu primeiro álbum dos Beatles. "You say it's your birthday. It's my birthday too, yeah!"

“I look at you all... Still my guitar gently weeps…”
Escrito por Sérgio Montenegro às 16h16
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All Along The Watchtower
...or something like that
Bob Dylan
There must be some way out of here, said the joker to the thief, There's too much confusion, I can't get no relief. Businessmen, they drink my wine, plowmen dig my earth, None of them along the line know what any of it is worth.
No reason to get excited, the thief, he kindly spoke, There are many here among us who feel that life is but a joke. But you and I, we've been through that, and this is not our fate, So let us not talk falsely now, the hour is getting late.
All along the watchtower, princes kept the view While all the women came and went, barefoot servants, too.
Outside in the distance a wildcat did growl, Two riders were approaching, the wind began to howl.
Escrito por Sérgio Montenegro às 19h08
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All my Love
(Led Zeppelin)
Should I fall out of love, my fire in the light To chase a feather in the wind? Within the glow that weaves a cloak of delight There moves a thread that has no end.
For many hours and days that pass ever soon The tides have caused the flame to dim At last the arm is straight, the hand to the loom Is this to end or just begin? All of my love
All of my love
All of my love to you.
The cup is raised, the toast is made yet again One voice is clear above the din Proud aryan one word, my will to sustain For me, the cloth once more to spin All of my love
All of my love
All of my love to you.
Yours is the cloth, mine is the hand that sews time His is the force that lies within Ours is the fire, all the warmth we can find He is a feather in the wind All of my love
All of my love
All of my love to you.
All for you, babe!
Escrito por Sérgio Montenegro às 18h48
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Teatro de máscaras
"Felicidade só é real quando compartilhada" Chris McCandless, in Da Natureza Selvagem
Dia após dia, o comércio de “máscaras” cresce e se expande. Não, nada a ver com o carnaval. Longe disso. Afinal, no carnaval as pessoas costumam revelar seus sentimentos de uma forma mais espontânea e verdadeira. Talvez movidas pela máxima de que, no carnaval, tudo é permitido.
Não. Falo das máscaras que as pessoas usam no cotidiano. Que tiram do guarda-roupas como uma peça de vestuário, da cor e formato que mais combinam com a ocasião. Tão comum como uma camisa ou uma calça.
Tão normal que, se você sai de casa e esquece essa preciosa “peça” de roupa, termina chocando a todos como se estivesse completamente nu.
Que seja, então! Melhor a “nudez” honesta que vestir algo falso, com medo de mostrar o que se sente ou pensa. E como é cansativo carregar um disfarce diferente todos os dias.
Não há nada mais triste que simular a felicidade. É digno de pena aquele que, vestido com sua máscara mais vistosa, se auto-proclama feliz e, como num pacto silencioso ou num transe coletivo, as pessoas aplaudem. Ninguém se arrisca a gritar que o rei está nu.
Daí, vem as práticas medonhas, como a de inventar estratégias para se destacar, perseguir festas e eventos insossos, acontecimentos e reuniões de grupos segmentados, para exibir-se inserido num contexto. Vestir atitudes superficiais e simular sorrisos, expressões e sentimentos – simular amor até – apenas para estar “igual” aos outros. Movido pelo combustível do medo de mostrar-se de cara limpa e ser enxotado pelos intolerantes.
Estar “integrado” já não é tão in como antes. Como diria Eco, ficou excessivamente kitsch. A ignorância e a falsa intelectualidade já não são mais uma benção.
Ser “apocalíptico” é a onda da hora. Pode ser que a maioria não entenda. Que muitos se afastem, e você se transforme no “lixo líquido” de Bauman, porque não será mais um deles.
Que importa, se você estiver nu, e feliz de verdade, pela primeira vez? Tão feliz que vai até poder compartilhar isso.
E definitivamente vai sentir-se mais leve, sem o peso da máscara.
Escrito por Sérgio Montenegro às 13h52
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