Polis et circensis - Música, literatura e outros baratos


O resto é silêncio...

 

Escrevi o texto abaixo por razões até saudosistas. Há muitos anos, lá pelo meio da década de 80, ganhei de presente da minha avó paterna – uma velhinha engraçada e dedicada à boa leitura – uma coleção antiga com as principais peças de William Shakespeare. Embora ao longo dos anos eu tenha comprado edições mais novas, de linguagem adaptada e mais fácil, mantive comigo aqueles livros.

Quem me conhece, sabe que não sou um aficcionado por televisão, principalmente TV aberta. Passa muito lixo. Mas para comprovar as exceções que há em tudo, fiquei encantado com a minissérie Som & Fúria, dirigida por Fernando Meirelles e exibida pela TV Globo.

Poucas vezes fiz questão de acompanhar um seriado, e que pena que acaba nesta sexta-feira.

Também pouco afeito ao teatro que se faz por aqui – cabeça demais para um entendedor mediano como eu – geralmente me limito a ir aos auditórios em eventos ligados à música. Mas há algumas semanas, assisti no Teatro da UFPE à montagem de Hamlet, com Wagner Moura (que me surpreendeu) no papel do príncipe da Dinamarca. Tinha visto duas montagens antes, mas essa superou! Muito bom!

Tudo isso me trouxe vontade de voltar a ler o bardo, que há muito havia deixado de lado. É brilhante, sensível e enriquecedor.

Ah! E pra quem é chegado a um best-seller ou leitura “cabeça”, e já vai dizendo que ler Shakespeare é esnobismo, vale um lembrete: na época em que ele escrevia, suas peças eram consideradas “populares demais” pela elite.

 



Escrito por Sérgio Montenegro às 00h59
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Quem está preparado?

 

"Existe uma previdência especial até na queda de um pássaro. Se é agora, não vai ser depois; se não for depois, será agora; se não for agora, será a qualquer hora. Estar preparado é tudo."

Hamlet, Ato 5, cena final

 

Pois nem sempre estamos preparados para o que vem. Simplesmente nos adaptamos. Pois é da condição humana adaptar-se para sobreviver.

Ainda que se ande em descompasso, que a alma não esteja tão próxima de nós quanto deveria, ainda assim é possível sobreviver.

Ainda que a estrutura física de que dispomos, e que deveria nos dar conforto e segurança, esteja aquém do que desejamos ou podemos prover, ainda assim é possível sobreviver.

Ainda que o cenário em que estamos inseridos, quer como protagonistas, quer como meros figurantes, não seja o que nossos olhos gostariam de enxergar, ainda assim é possível sobreviver.

Ainda que os iguais que nos cercam, com os quais convivemos, destilem veneno à nossa frente ou às costas, ainda assim é possível sobreviver.

Impossível é sobreviver sem amar. Carentes do afeto de alguém ou do nosso amor-próprio, estamos condenados ao purgatório.

E se, no tempo que nos é destinado na terra, não encontramos o amor que nos surpreenda e preencha, é no inferno que passaremos nossos últimos dias.

E para isso, ninguém estará jamais preparado.



Escrito por Sérgio Montenegro às 00h35
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Reinventar é preciso!

Há muito não publicava nada neste blog, dedicando tempo apenas ao meu blog de política, o Pólis (www.polislivre.blogspot.com).

Às vezes, porém, a gente sente falta da escrita livre, de soltar o pensamento. De falar sobre coisas que não têm a ver com o nosso dia a dia profissional.

Eis, portanto, o polis et circensis de volta à ativa. E para isso, preferi começar do começo. O que passou, se foi.

Vamos sempre olhando à frente!

Namastê!

 



Escrito por Sérgio Montenegro às 16h28
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