Polis et circensis - Música, literatura e outros baratos


Memórias do que não vi

"Its been a long time since I rock and rolled,
Its been a long time since I did the stroll.
Ooh, let me get it back, let me get it back,
Let me get it back, baby, where I come from!"
Led Zeppelin - Rock and roll

Faltavam apenas dez dias para eu completar meu primeiro aniversário quando Jimi Hendrix subiu ao palco, na madrugada do dia 18 de agosto de 1969, para encerrar o Festival de Artes e Música de Woodstock, em Bethel (NY). Na época, eu mal percebia as canções de ninar na voz da minha mãe, é bem verdade. Mas ainda assim, aquele acontecimento marcaria a minha vida.

Ali, em meio ao maior público já registrado até então num festival de música começava a ganhar corpo a associação entre o rock e o movimento flower power, bem traduzido como "faça amor, não faça guerra". Em pleno confronto no Vietnã - uma das decisões mais equivocadas de todos os tempos tomada por um país - cerca de 500 mil pessoas ignoravam o desconforto, a insalubridade e mesmo a falta de comida e água potável, para pedir paz e amor.

O grito coletivo foi - e ainda é - solenemente ignorado por generais e governantes. Mas Woodstock deixou um legado: a música. Hoje, tudo o que se faz em termos de rock and roll tem relação com o som que se ouviu durante três dias, naquela fazenda do interior de Nova York.

Foi em Woodstock que se cunhou o jargão "sexo, drogas e rock and roll". Mas de lá também saíram consagrados músicos e bandas que eu só viria a conhecer mais de uma década depois, e que até hoje têm lugar cativo na minha "vitrolinha".

É gente que fez, e faz, música de verdade, como Richie Havens, Carlos Santana, Joan Baez, Mountain, Janis Joplin, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Jefferson Airplane, Joe Cocker, Ten Years After, The Band, Johnny Winters, Crosby, Stills, Nash & Young, e os dois maiores de todos: The Who e Jimi Hendrix, fontes onde eu e mais um punhado de doidos ainda buscamos inspiração e energia para levar aos palcos, onde quer que nos permitam.

Não importa o que pensam os ufanistas, xenófobos e outros chatos de plantão, cujo esporte continua sendo baixar o pau no rock. Sei que falo por mim e por muitos ao reverenciar o que aconteceu em Woodstock naqueles lamacentos dias de agosto. E lamentar muito não ter tido a oportunidade de estar lá.



Escrito por Sérgio Montenegro às 11h56
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Dá-lhe Íbis!

Ainda sou rubronegro. Mas pior por pior, fico com o oficial

 



Escrito por Sérgio Montenegro às 15h26
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Burronegro desde criança! Não sei como eu aguento!

Senhores diretores, paciência tem limites!



Escrito por Sérgio Montenegro às 23h59
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O Garagem do Nilson

Quem nunca assistiu ao amanhecer do dia no Garagem, perdeu. Grandes finais de noite passamos nós por ali. Eu, Toledo-san, Wilfred, Da Maia, Lula Portela, João Valadares e mais e mais amigos.

Lembro que ainda no saudoso "Galetu's" - antecessor do Garagem, que funcionava no mesmo local - prestamos homenagem histórica aos Ramones, com o show mais podreira de que me lembro. Se é que me lembro...

Pois é. Derrubaram o Garagem. Vai virar avenida. E já que não se pode fazer nada para evitar, ao menos vamos subscrever o abaixo-assinado que está rolando, para que a nova via que passará por lá seja batizada como "Avenida Nilson Nelson". Pra quem não o conhece, o caríssimo proprietário (?) do agora saudoso bar. Que promete reabrir em outro ponto da cidade, para não deixar sem rumo os rinitentes notívagos.

 



Escrito por Sérgio Montenegro às 16h35
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O Leão miou

Pois é, o "simpático" técnico Émerson Leão foi demitido do Sport. E não sem motivos. Não conseguiu levar o time render o futebol que tem, e ninguém entendia as preferências do treinador por esse ou aquele jogador. Desde que chegou à Ilha do Retiro Leão vinha fazendo o que sabe melhor: desagregar.

Com seu estilo grosseiro e autoritário, Leão gerou um clima péssimo entre os jornalistas e mesmo junto aos dirigentes do clube. Se ao menos estivesse produzindo vitórias, a torcida aguentava. Mas até agora, foi um fiasco. O Sport continua na zona de rebaixamento.

Ver o seu time sem render, e ainda suportar o estrelismo de quem não dá conta do recado, é demais!

 



Escrito por Sérgio Montenegro às 12h02
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O resto é silêncio...

 

Escrevi o texto abaixo por razões até saudosistas. Há muitos anos, lá pelo meio da década de 80, ganhei de presente da minha avó paterna – uma velhinha engraçada e dedicada à boa leitura – uma coleção antiga com as principais peças de William Shakespeare. Embora ao longo dos anos eu tenha comprado edições mais novas, de linguagem adaptada e mais fácil, mantive comigo aqueles livros.

Quem me conhece, sabe que não sou um aficcionado por televisão, principalmente TV aberta. Passa muito lixo. Mas para comprovar as exceções que há em tudo, fiquei encantado com a minissérie Som & Fúria, dirigida por Fernando Meirelles e exibida pela TV Globo.

Poucas vezes fiz questão de acompanhar um seriado, e que pena que acaba nesta sexta-feira.

Também pouco afeito ao teatro que se faz por aqui – cabeça demais para um entendedor mediano como eu – geralmente me limito a ir aos auditórios em eventos ligados à música. Mas há algumas semanas, assisti no Teatro da UFPE à montagem de Hamlet, com Wagner Moura (que me surpreendeu) no papel do príncipe da Dinamarca. Tinha visto duas montagens antes, mas essa superou! Muito bom!

Tudo isso me trouxe vontade de voltar a ler o bardo, que há muito havia deixado de lado. É brilhante, sensível e enriquecedor.

Ah! E pra quem é chegado a um best-seller ou leitura “cabeça”, e já vai dizendo que ler Shakespeare é esnobismo, vale um lembrete: na época em que ele escrevia, suas peças eram consideradas “populares demais” pela elite.

 



Escrito por Sérgio Montenegro às 00h59
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Quem está preparado?

 

"Existe uma previdência especial até na queda de um pássaro. Se é agora, não vai ser depois; se não for depois, será agora; se não for agora, será a qualquer hora. Estar preparado é tudo."

Hamlet, Ato 5, cena final

 

Pois nem sempre estamos preparados para o que vem. Simplesmente nos adaptamos. Pois é da condição humana adaptar-se para sobreviver.

Ainda que se ande em descompasso, que a alma não esteja tão próxima de nós quanto deveria, ainda assim é possível sobreviver.

Ainda que a estrutura física de que dispomos, e que deveria nos dar conforto e segurança, esteja aquém do que desejamos ou podemos prover, ainda assim é possível sobreviver.

Ainda que o cenário em que estamos inseridos, quer como protagonistas, quer como meros figurantes, não seja o que nossos olhos gostariam de enxergar, ainda assim é possível sobreviver.

Ainda que os iguais que nos cercam, com os quais convivemos, destilem veneno à nossa frente ou às costas, ainda assim é possível sobreviver.

Impossível é sobreviver sem amar. Carentes do afeto de alguém ou do nosso amor-próprio, estamos condenados ao purgatório.

E se, no tempo que nos é destinado na terra, não encontramos o amor que nos surpreenda e preencha, é no inferno que passaremos nossos últimos dias.

E para isso, ninguém estará jamais preparado.



Escrito por Sérgio Montenegro às 00h35
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Reinventar é preciso!

Há muito não publicava nada neste blog, dedicando tempo apenas ao meu blog de política, o Pólis (www.polislivre.blogspot.com).

Às vezes, porém, a gente sente falta da escrita livre, de soltar o pensamento. De falar sobre coisas que não têm a ver com o nosso dia a dia profissional.

Eis, portanto, o polis et circensis de volta à ativa. E para isso, preferi começar do começo. O que passou, se foi.

Vamos sempre olhando à frente!

Namastê!

 



Escrito por Sérgio Montenegro às 16h28
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